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10/02/2012 . CRI
GESTÃO GENÉTICA

Por William Koury Filho*


Tão presente nos dias atuais, o termo Gestão vem sendo amplamente utilizado em diversos segmentos do setor produtivo. Administração, ou gestão de empresas, é o conjunto de medidas organizacionais aplicado em uma instituição ou Entidade Social de pessoas e recursos. É o modelo, ou filosofia, de trabalho a ser seguido em ambientes produtivos e de serviços onde pessoas se relacionam orientadas para um objetivo comum.


Empresa, aqui, significa o empreendimento, os esforços humanos organizados, feitos em comum, com uma finalidade específica, um objetivo.


Nos empreendimentos pecuários bem administrados, a propriedade rural e o grupo delas como empresas devem ser mais que considerados, ou seja, devem ter planejamento e um objetivo a ser atingido.


Desenvolvimento do conceito
Em sistemas eficientes de produção de bovinos, a sinergia entre sanidade, nutrição e genética, é primordial. Com a nova economia focada em questões sócio-ambientes, aprimorar o modelo de gestão do negócio se tornou indispensável para alcançar melhores resultados financeiros.


Segundo o economista Peter Drucker, “A melhoria contínua da produtividade é uma das mais importantes tarefas da administração.” Por outro lado, “Sem os objetivos de produtividade, uma empresa não terá direcionamento. Sem as medições da produtividade, ela não terá controle.”


Atualmente o mercado de genética bombardeia o pecuarista com campanhas de marketing, preconizando raças, marcas de criadores, e uma gama de informações tais como: resultados de pista, resultado de provas de ganho em peso, avaliações genéticas de diferentes sumários/programas e marcadores moleculares de diferentes fornecedores. Tantas informações confundem a cabeça dos criadores que muitas vezes acabam por tomar decisões de escolha equivocadas.


Nesse cenário torna-se importante o desenvolvimento do conceito de Gestão Genética (para rebanhos), referindo-se às ações que utilizam de estratégia baseadas em profundo conhecimento de genética bovina, em sinergia com sistemas de produção e estudo de mercado para elaboração de projetos planejados, seguidos de pareceres técnicos e relatórios que possam quantificar resultados de índices zootécnicos e econômicos. Para tal, é exigida a aplicação de conhecimentos inerentes à zootecnia, economia e mercado específico.


Tomadas de decisões equivocadas conduzem a resultados incertos. Quando o assunto é genética o pecuarista deve se alicerçar de conhecimento técnico para que, no mínimo, tenha uma visão crítica do que lhe é oferecido.


As principais funções da Gestão Genética são:
• Fixar objetivos junto ao criador (planejar);
• Analisar o potencial da propriedade, e capacidade de investimento do criador;
• Colaborar na solução de eventuais problemas;
• Organizar e alocar recursos genéticos;
• Definir estratégias de cruzamento e/ou seleção;
• Motivar os colaboradores envolvidos nos processo de produção;
• Considerar o mercado, a fim de obter os melhores resultados financeiros;
• Colaborar com o administrador da empresa para tomadas de decisão;
• Apresentar metodologia para Mensurar e avaliar os resultados (controlar).


O autor é presidente da Brazil com Z e consultor da C.R.I. Genética. Colaborou: Equipe Brasilcomz (www.brasilcomz.com)


 
William Koury Filho.

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